O governo de Santa Catarina acende um sinal de alerta diante da possibilidade de uma intensificação da atuação de facções criminosas no estado. As preocupações ganharam força após uma operação recente em Camboriú e Balneário Camboriú, que levou à prisão de um líder do Primeiro Grupo Catarinense (PGC) por tráfico de drogas, juntamente com outros seis integrantes apontados como “disciplinas” da facção. As autoridades de segurança pública monitoram a situação, embora ressaltem que não há motivo para pânico, mas sim para vigilância e ação coordenada.

A escalada da tensão foi evidenciada por uma ocorrência na Via Expressa, em Florianópolis, onde três suspeitos, identificados como membros do PGC, foram mortos em confronto com o Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar. Os indivíduos portavam armamento de alto calibre e um galão de combustível, sugerindo um possível atentado. Um policial foi atingido, mas passa bem. Além das ações ostensivas, há indicativos de avanço no trabalho de inteligência e no sistema prisional, com a Polícia Penal intensificando o controle dentro das unidades para dificultar a comunicação entre líderes criminosos, e a Polícia Civil monitorando mensagens interceptadas. O histórico de ataques criminosos entre 2012 e 2015 em diversas cidades catarinenses, incluindo Blumenau, Florianópolis e Joinville, reforça a urgência de uma resposta firme do Estado para evitar a repetição desses episódios.

No âmbito político, as articulações para as próximas eleições governamentais também aquecem os bastidores. A campanha do ex-prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), ao Governo do Estado está em busca de um marqueteiro de peso. Nomes conhecidos do cenário nacional e internacional, como João Santana, Guto Araújo e Juarez Guedes, estão sendo sondados. A avaliação é que a disputa será acirrada e exigirá um profissional com vasta experiência em grandes campanhas para construir a comunicação e as estratégias do projeto.

Paralelamente, o governador Jorginho Mello (PL) intensifica seus esforços para garantir o apoio do MDB em sua chapa, buscando uma nova rodada de conversas com o presidente estadual do partido, deputado federal Carlos Chiodini. Fontes indicam que o governador estaria preparando uma proposta de uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE) para Chiodini, visando reconquistar a confiança dos emedebistas. No entanto, a viabilidade dessa oferta é questionada, visto que as próximas vagas no TCE só devem surgir daqui a três anos, e há relatos de que Chiodini não aceitaria uma negociação focada em benefícios pessoais, especialmente após o MDB ter sido preterido da chapa majoritária anteriormente.

Em Blumenau, as recentes mudanças na gestão do prefeito Egídio Ferrari (PL) revelam a crescente influência do ex-prefeito João Paulo Kleinubing (PL) e o empenho da administração municipal em alinhar-se ao projeto eleitoral de Kleinubing para deputado federal. As nomeações de Marcelo Lanzarin para a Secretaria de Saúde – cargo que já ocupou em gestões anteriores – e de Fernando Lenzen, ex-secretário de Kleinubing, para a Secretaria de Trânsito e Transporte, com a missão de desenvolver um projeto para a guarda municipal armada, são vistas nos bastidores como um movimento estratégico para fortalecer a base política do ex-prefeito e pavimentar sua candidatura.