Durante o cumprimento dos mandados, Vieira foi preso em flagrante com “altas somas em dinheiro”, segundo a Polícia Civil. Ele obteve liberdade provisória depois da audiência de custódia.

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Quem conduz a ação é a Delegacia de Investigações Criminais (DIC) de Blumenau e a Delegacia de Combate ao Crime Organizado e Lavagem de Capitais (Decrim). A operação também ocorreu em Itapema, Balneário Camboriú e Videira. Cerca de 40 policiais civis participaram do cumprimento de mais de 30 mandados de busca e apreensão.

Além de Almir Vieira, a Polícia Civil prendeu outras duas pessoas em flagrante. Uma por posse de munição e outra pela guarda de quantias elevadas em dinheiro. Além disso, a Justiça determinou o sequestro de bens e a apreensão de veículos de luxo para assegurar eventual reparação ao Erário.

“Os esquemas investigados envolvem o recebimento de vantagens indevidas a partir de contratos públicos de prestação de serviços firmados com a administração municipal”, publicou o delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel. “Além disso, a polícia investiga a prática conhecida como ‘rachadinha’, que consiste na exigência de repasse de parte dos salários de servidores ocupantes de cargos comissionados indicados pelo agente político.”

A Polícia Civil também apura suspeitas de intermediação e facilitação de contratos públicos que envolvem empresas terceirizadas com contratos com a Prefeitura de Blumenau e a Câmara de Vereadores. Computadores, celulares e documentos contábeis apreendidos passarão por perícia da Polícia Científica.

Em nota à imprensa, Almir Vieira afirmou que está à disposição das autoridades e que “todos os fatos serão devidamente esclarecidos no momento oportuno”.

Já a Câmara de Vereadores de Blumenau confirmou a operação em dois gabinetes. A Casa informou que as atividades seguem normalmente.

“O Legislativo Municipal reforça que colabora integralmente com as investigações, colocando-se à disposição das autoridades competentes para prestar os esclarecimentos necessários, dentro dos limites legais”, diz o comunicado. “A Casa informa ainda que aguarda informações oficiais da Polícia Civil para obter mais detalhes sobre a operação.”

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"“Os esquemas investigados envolvem o recebimento de vantagens indevidas a partir de contratos públicos de prestação de serviços firmados com a administração municipal”, publicou o delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel. “Além disso, a polícia investiga a prática conhecida como ‘rachadinha’, que consiste na exigência de repasse de parte dos salários de servidores ocupantes de cargos comissionados indicados pelo agente político.”"