Com foco na educação não formal, Museu de Arte recebeu 65 profissionais e acadêmicos para vivência que une estética, sensibilidade e prática pedagógica.
O Museu de Arte de Blumenau (MAB) reafirmou sua vocação como um espaço de formação ao abrir as portas, na última sexta-feira, dia 27, para uma jornada que uniu estética, sensibilidade e prática pedagógica. No total, o museu recebeu 65 educadores e universitários para uma experiência de imersão desenhada para provocar o exercício de “reaprender a olhar”. Para a gerente do museu, Mia Ávila, atividades como a parada pedagógica e a visita noturna consolidam o MAB como um território de educação não formal, onde a arte dialoga diretamente com os desafios da sala de aula.
A jornada teve início ainda à tarde, com a recepção de profissionais do CEI Professora Tereza Raquel. Diferente de uma visita guiada convencional, a mediação priorizou a escuta e a troca de percepções entre as cinco salas expositivas da 1ª Temporada de Exposições. As educadoras foram convidadas a traçar paralelos entre as obras de arte e suas rotinas na educação infantil, abordando temas fundamentais como o afeto, os registros pedagógicos e os ciclos das relações em equipe.
“A experiência reforçou que o trabalho com a infância exige, assim como a apreciação artística, uma presença inteira e uma abertura para o que não pode ser meramente explicado, mas sim percebido em sua potência”, acrescenta Mia Ávila.
Ao cair da noite, o museu renovou suas energias para receber 45 acadêmicos de Pedagogia da FURB. No Espaço Elfy Eggert, o grupo discutiu as trajetórias possíveis dentro da profissão e a importância de ocupar novos espaços de atuação. Utilizando o conto “O dia em que o olhar aprendeu a ver” como um disparador poético, a mediação noturna guiou os futuros professores pelas seis mostras vigentes. O objetivo central foi instigar os estudantes a enxergarem a arte e a criança sob a mesma lente, de descoberta constante e do encantamento.
Após mais de quatro horas de trocas intensas, o legado deixado para a rede de ensino de Blumenau foi a importância de reconhecer a potência dos processos educativos através da estética do cuidado. “Ao integrar a arte à prática dos professores, o MAB encerrou o encontro com o convite de educar com sensibilidade e presença, pois é justamente nessa abertura do olhar que nascem as novas possibilidades de transformar o ensino”, finaliza Mia.
Assessor de Comunicação: Sérgio Antonello

