Minhocas, cascas de frutas e restos de legumes viraram material de aprendizagem para crianças de 2 e 3 anos em Blumenau. No CEI Alwin Knaesel, as turmas acompanharam na prática como resíduos orgânicos podem se transformar em adubo.

O projeto “As Minhocas e a Compostagem: pequenas mãos que transformam a terra e a consciência” também levou os pequenos a participar da produção de biofertilizante e de uma experiência envolvendo educação fiscal.

Durante as atividades, as crianças observaram as minhocas, conheceram seus hábitos e aprenderam sobre a função delas no solo e no processo de compostagem.

Cascas de frutas, legumes e outros resíduos orgânicos foram utilizados para demonstrar como restos de alimentos podem ganhar um novo destino.

A experiência buscou apresentar conceitos de sustentabilidade de forma adequada à idade das turmas, por meio do contato direto com os materiais.

Depois das atividades de compostagem, as turmas produziram biofertilizante, que foi vendido à comunidade escolar.

O dinheiro arrecadado foi usado na compra de calcinhas e cuecas para as próprias crianças envolvidas no projeto, que estavam passando pelo processo de desfralde.

Com isso, a atividade também trabalhou noções de educação fiscal, ao mostrar de maneira prática como um recurso arrecadado pode retornar em benefício do próprio grupo.

A participação não ficou restrita ao CEI. As famílias receberam mascotes de pelúcia representando as minhocas e o livro utilizado no projeto.

Em casa, pais e crianças realizaram atividades e registraram as experiências, dando continuidade ao conteúdo trabalhado na unidade.

Segundo a secretária de Educação, Simone Probst, a proposta aproxima temas como responsabilidade e sustentabilidade de situações do cotidiano infantil.

“Ao explorar a natureza, participar de atividades práticas e compreender como os recursos podem ser aproveitados, as crianças aprendem de forma lúdica sobre cuidado, responsabilidade e sustentabilidade”, afirmou.

O projeto mostra como temas ambientais podem entrar na educação infantil por meio de experiências simples e concretas.

Para as famílias envolvidas, a aprendizagem saiu da sala de aula e chegou em casa, enquanto as crianças acompanharam todo o caminho entre restos de alimentos, compostagem, produção de biofertilizante e utilização do recurso arrecadado.