Fundada em Blumenau, Santa Catarina, em 1995, a Quick Soft evoluiu de uma desenvolvedora de sistemas para uma proeminente empresa de tecnologia com atuação nacional. Atualmente, a companhia lidera o mercado de recebíveis e crédito estruturado, gerenciando um volume transacionado superior a R$ 400 bilhões por ano e atendendo mais de 1.200 clientes. Sua expertise se concentra no desenvolvimento de soluções complexas para Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), securitizadoras e factorings, adaptando-se às dinâmicas do mercado financeiro.

A trajetória da Quick Soft é marcada pela sua capacidade de adaptação e inovação. Inicialmente focada em sistemas customizados, a empresa migrou para o modelo de Software como Serviço (SaaS), oferecendo plataformas robustas para gestão, formalização, registro e escrituração de operações de recebíveis. Essa transição estratégica permitiu à companhia acompanhar e moldar o ecossistema tecnológico do Vale do Itajaí e expandir sua influência para todo o Brasil.

Em setembro de 2022, a empresa iniciou uma nova fase com sua aquisição pela Tractus Capital, um search fund liderado pelos co-CEOs Lucas Fiuza e Rodrigo Eddine. Sob nova gestão, a Quick Soft intensificou sua estratégia de crescimento, combinando expansão orgânica com aquisições estratégicas. Essa abordagem resultou em um crescimento anual de receita recorrente superior a 20%. Em 2026, a empresa acelerou essa expansão com a aquisição da Finanblue (Curitiba) e da RGBtec (Rio de Janeiro), fortalecendo sua presença em diferentes segmentos e regiões geográficas.

Mesmo com a expansão para outros estados, Blumenau permanece como a base operacional e um centro vital para o desenvolvimento tecnológico da Quick Soft. As soluções desenvolvidas em Santa Catarina são cruciais para a eficiência, segurança e escalabilidade das operações de crédito em diversas regiões do país. O mercado catarinense, inclusive, representa entre 15% e 20% da receita da empresa, atrás apenas de São Paulo. Paralelamente, a Quick Soft participa ativamente das transformações regulatórias e tecnológicas do setor, como a implantação da duplicata escritural pelo Banco Central, visando aprimorar a digitalização e segurança do mercado de recebíveis.