Como o Brasil depende de importações para suprir parte significativa do diesel consumido no país, qualquer instabilidade externa acaba refletindo diretamente nas bombas.
Segundo o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo da região, Júlio Zimmermann, as distribuidoras já estão enviando menos combustível do que o habitual, o que indica uma limitação no abastecimento.
Ele explica que a situação gera preocupação, principalmente após o fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. Caso o conflito se prolongue, existe o risco de alguns postos deixarem de oferecer diesel por falta de produto.
Antes da intensificação das tensões internacionais no mês passado, o litro do diesel era vendido por cerca de R$ 6 na região. Atualmente, há estabelecimentos cobrando mais de R$ 8.
Com o aumento repentino, muitos motoristas passaram a encher o tanque sempre que possível para evitar novos reajustes, movimento que elevou ainda mais a procura pelo combustível.
O impacto da alta não se limita ao consumidor final. No país, o encarecimento do petróleo pressiona custos de transporte, indústria e agronegócio. De acordo com a presidente executiva da Organização das Cooperativas Brasileiras, Tânia Zanella, o diesel já registrou aumento entre R$ 2 e R$ 3 por litro em mais de sete estados.
Após declarações de Trump indicando que os ataques contra o Irã estariam próximos do fim, os preços do petróleo apresentaram queda no mercado asiático nesta terça-feira (10), trazendo uma expectativa de possível alívio nos próximos dias.

