Em meio a um momento de forte instabilidade no mercado internacional de combustíveis, os consumidores de Blumenau já sentem no bolso os impactos dos conflitos no Oriente Médio. O litro do diesel, que em janeiro custava R$6,99, hoje pode ser encontrado por R$7,49. Além disso, o setor de combustíveis cogita problemas de abastecimento se a guerra se estender por mais tempo. Segundo o presidente do SINPEB (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Blumenau), Júlio Cézar Zimmermann, o momento é de atenção. “Pelo Estreito de Ormuz, passam mais de 20% do petróleo consumido no mundo. E quase 40% do diesel consumido no Brasil, é importado. A preocupação, se continuar essa guerra, será a falta de combustível e o preço nas alturas. Estamos torcendo para que a guerra termine logo. Se não terminar, dias piores virão", decreta. Além das bombas, a alta do petróleo também pressiona outros setores da economia. Como o transporte de cargas no Brasil depende principalmente de caminhões movidos a diesel, o aumento do combustível encarece fretes e pode refletir no preço de alimentos e produtos diversos. Pesquisa do Procon Em meio a esse momento de incertezas, o Procon de Blumenau iniciou nesta semana uma nova ação de fiscalização nos postos de combustíveis da cidade. A operação deve alcançar cerca de 70 postos de combustíveis no município, e verifica os valores cobrados nas bombas, e o volume entregue ao consumidor. Por conta das notícias internacionais, as pesquisas também garantem que o aumentos nos postos estejam ligados às variações reais do mercado e não a práticas abusivas. O levantamento inclui gasolina comum e aditivada, etanol, diesel S-500, diesel S-10 e GNV. A planilha com os resultados da pesquisa deve ser concluída nos próximos dias e será disponibilizada no site do Procon de Blumenau, na seção “Pesquisa de Preços”. Fonte: Prefeitura de Blumenau/SINPEB
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